quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

JUCEVídeo: "Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei" (Gálatas 2.19) - D. A. Carson



"Se reconstruo o que destruí, provo que sou transgressor.
Pois, por meio da lei eu morri para a lei, a fim de viver para Deus.
Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim."

Gálatas 2:18-20

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A graça da graça!





Graça. A bíblia Almeida Revista e Corrigida define graça como “favor de Deus, gratuito e imerecido para a humanidade pecadora”. Por causa do pecado, a humanidade se separou de Deus, mas Deus, de forma gratuita e sem que nós merecêssemos nos deu a graça, que nos justifica do pecado e nos dá direito a vida eterna (Rm 3:24, Tt 3:7).
Em 2 Co 12:7-9 nós vemos Paulo falando sobre um espinho na carne, que era alguma enfermidade que o debilitava e algumas vezes o impedia de trabalhar. Então, ele orou a Deus, para que isso se retirasse dele, mas Deus não o fez e respondeu: a minha graça te basta. Paulo foi um dos maiores homens de Deus de toda a história e ele foi afligido por uma enfermidade e Deus disse a ele que a Sua graça era o suficiente!
Hoje, se nós olharmos para a igreja, nós vamos perceber que a graça de Deus já não é mais suficiente! A justificação de nossos pecados e a oportunidade de viver eternamente com Deus já não é mais suficiente.
Nós temos vivido em uma época onde a única coisa que nos interessa são as bençãos, as conquistas, as vitórias e nós não aceitamos nada que for menos que isso. Temos vivido um evangelho onde tudo tem que ser perfeito, grande e poderoso, onde só existem colheitas maravilhosas. Temos vivido como filhos mimados, que se Deus não faz a nossa vontade ficamos de birra! Temos buscado a Deus por aquilo que Ele pode nos dar e ainda exigimos que Ele nos dê. Quando Deus faz a nossa vontade e realiza nossos desejos nós louvamos Ele e dizemos que Ele é maravilhoso, mas se Ele deixar de nos dar uma benção, viramos a cara e não queremos mais saber de falar com Ele.
Muitas vezes, quando Deus parece não querer nos atender, bravejamos com Ele dizendo que merecemos, pois vamos a igreja todo domingo, fazemos as coisas da forma mais correta que conseguimos e etc. Mas a verdade é que nós não merecemos! A única coisa que merecemos é o inferno, pois somos pecadores! NEM A GRAÇA nós merecemos! Mas Deus, em sua infinita bondade nos concede a Sua graça!
É hora de acordarmos e pararmos de exigir de Deus a graça da graça! Isso não é evangelho! Chega de buscarmos a Deus apenas interessados nas bençãos! É tempo de buscarmos a Deus pedindo para Ele nos preparar para o campo de batalha! Deus está levantando um exército e todos nós somos parte e devemos estar aptos para a batalha.
Evangelho não é conto de fadas. Nós não vamos viver sempre em um mar de rosas. É só olharmos para a bíblia; qual herói da fé que não passou por lutas e dificuldades? A palavra ainda nos diz que nós teremos aflições nesse mundo, mas que devemos ter bom animo, porque Jesus já venceu (Jo 16:33)!
Nós precisamos aprender mais sobre Deus! Deus é um Deus bom e que nos ama. Você acha que Ele entregaria seu único filho se não nos amasse?? E em Mateus 7:11 a bíblia nos diz “Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?”. Sim, Deus quer nos dar bençãos, mas uma vida cristã não se resume a isso… Ele também vai nos levar para o deserto (que é local para crescimento) e vamos passar por aflições. Por isso temos que aprender a buscar a Ele por quem Ele é e não pelo o que Ele pode nos dar.
Eu sei que posso ter sido um pouco duro no que escrevi, mas quero encorajá-los a refletirem sobre qual evangelho temos vivido. Deus tem nos chamado a viver o verdadeiro evangelho e Ele tem nos chamado para um compromisso maior com Ele, em santidade e pureza. Deus tem um novo tempo para o Brasil, mas nós precisamos fazer a nossa parte para podermos receber de Deus o que Ele tem para nos dar!
Que Deus abençoe.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Reformando...


É sempre uma falta de amor criticar e julgar?
por: Augustus Nicodemus


Tornou-se comum evangélicos acusarem de falta de amor outros evangélicos que tomam posicionamentos firmes em questões éticas, doutrinárias e práticas. A discussão, o confronto e a exposição das posições de outros são consideradas como falta de amor.

Essa acusação reflete o sentimento pluralista e relativista que permeia a mentalidade evangélica de hoje e que considera todo confronto teológico como ofensivo. Nossa época perdeu a virilidade teológica. Vivemos dias de frouxidão, onde proliferam os que tremem em frêmito diante de uma peleja teológica de maior monta, e saem gritando histéricos, "linchamento, linchamento"!

Pergunto-me se a Reforma protestante teria acontecido se Lutero e os demais companheiros pensassem dessa forma.

É possível que no calor de uma argumentação, durante um debate, saiam palavras ou frases que poderiam ter sido ditas ou escritas de uma outra forma. Aprendi com meu mentor espiritual, Pr. Francisco Leonardo Schalkwijk, que a sabedoria reside em conhecer “o tempo e o modo” de dizer as coisas (Eclesiastes 8.5). Todos nós já experimentamos a frustração de descobrir que nem sempre conseguimos dizer as coisas da melhor maneira.

Todavia, não posso aceitar que seja falta de amor confrontar irmãos que entendemos não estarem andando na verdade, assim como Paulo confrontou Pedro, quando este deixou de andar de acordo com a verdade do Evangelho (Gálatas 2:11). Muitos vão dizer que essa atitude é arrogante e que ninguém é dono da verdade. Outros, contudo, entenderão que faz parte do chamamento bíblico examinar todas as coisas, reter o que é bom e rejeitar o que for falso, errado e injusto.

Considerar como falta de amor o discordar dos erros de alguém é desconhecer a natureza do amor bíblico. Amor e verdade andam juntos. Oséias reclamou que não havia nem amor nem verdade nos habitantes da terra em sua época (Oséias 4.1). Paulo pediu que os efésios seguissem a verdade em amor (Efésios 4.15) e aos tessalonicenses denunciou os que não recebiam o amor da verdade para serem salvos (2Tessalonicenses 2.10). Pedro afirma que a obediência à verdade purifica a alma e leva ao amor não fingido (1Pedro 1.22). João deseja que a verdade e o amor do Pai estejam com seus leitores (2João 3). Querer que a verdade predomine e lutar por isso não pode ser confundido com falta de amor para com os que ensinam o erro.

Apelar para o amor sempre encontra eco no coração dos evangélicos, mas falar de amor não é garantia de espiritualidade e de verdade. Tem quem se gabe de amar e que não leva uma vida reta diante de Deus. O profeta Ezequiel enfrentou um grupo desses. “... com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro” (Ezequiel 33.31). O que ocorre é que às vezes a ênfase ao amor é simplesmente uma capa para acobertar uma conduta imoral ou irregular diante de Deus. Paulo criticou isso nos crentes de Corinto, que se gabavam de ser uma igreja espiritual, amorosa, ao mesmo tempo em que toleravam imoralidades em seu meio. “... contudo, andais vós ensoberbecidos e não chegastes a lamentar, para que fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou? Não é boa a vossa jactância...” (1Co 5.2,6). Tratava-se de um jovem “incluído” que dormia com sua madrasta. O discurso das igrejas que hoje toleram todo tipo de conduta irregular em seus membros é exatamente esse, de que são igrejas amorosas, que não condenam nem excluem ninguém.

Ninguém na Bíblia falou mais de amor do que o apóstolo João, conhecido por esse motivo como o “apóstolo do amor” (a figura ao lado é uma representação antiquíssima de João) Ele disse que amava os crentes “na verdade” (2João 1; 3João 1), isto é, porque eles andavam na verdade. "Verdade" nas cartas de João tem um componente teológico e doutrinário. É o Evangelho em sua plenitude. João ama seus leitores porque eles, junto com o apóstolo, conhecem a verdade e andam nela. A verdade é a base do verdadeiro amor cristão. Nós amamos os irmãos porque professamos a mesma verdade sobre Deus e Cristo. Todavia, eis o que o apóstolo do amor proferiu contra mestres e líderes evangélicos que haviam se desviado do caminho da verdade:

- “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (1Jo 2.19).

- “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho” (1Jo 2.22).

- “Aquele que pratica o pecado procede do diabo” (1Jo 3.8).

- “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo” (1Jo 3.10).

- “todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo” (1Jo 4.3).

- “... muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo... Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus... Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más” (2Jo 7-1).

Poderíamos acusar João de falta de amor pela firmeza com que ele resiste ao erro teológico?
O amor que é cobrado pelos evangélicos sentimentalistas acaba se tornando a postura de quem não tem convicções. O amor bíblico disciplina, corrige, repreende, diz a verdade. E quando se vê diante do erro seguido de arrependimento e da contrição, perdoa, esquece, tolera, suporta. O Senhor Jesus, ao perdoar a mulher adúltera, acrescentou “vai e não peques mais”. O amor perdoa, mas cobra retidão. O Senhor pediu ao Pai que perdoasse seus algozes, que não sabiam o que faziam; todavia, durante a semana que antecedeu seu martírio não deixou de censurá-los, chamando-os de hipócritas, raça de víboras e filhos do inferno. Essa separação entre amor e verdade feita por alguns evangélicos torna o amor num mero sentimentalismo vazio.

O amor, segundo Paulo, “é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Coríntios 13.4-7). Percebe-se que Paulo não está falando de um sentimento geral de inclusão e tolerância, mas de uma atitude decisiva em favor da verdade, do bem e da retidão. Não é de admirar que o autor desse "hino ao amor" pronunciou um anátema aos que pregam outro Evangelho (Gálatas 1). Destaco da descrição de Paulo a frase “O amor regozija-se com a verdade” (1Coríntios 13.6b). A idéia de “aprovar” está presente na frase. O amor aprova alegremente a verdade. Ele se regozija quando a verdade de Deus triunfa, quando Cristo está sendo glorificado e a igreja edificada.

Portanto, o amor cobrado pelos que se ofendem com a defesa da fé, a exposição do erro e o confronto da inverdade não é o amor bíblico. Falta de amor para com as pessoas seria deixar que elas continuassem a ser enganadas sem ao menos tentar mostrar o outro lado da questão.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Isa Indica ...



Graça e paz gente!

Depois de uma longa pausa, o 'Isa Indica' ta de volta, com ótimas e novas dicas pra vocês!
E pra começar muito bem esse retorno, trouxe uma musica que não conhecia, mas escutei essa semana, e gostei muito. 'Tua Palavra' de Paulo César Baruk, uma linda canção, que como diz fala da Palavra do Senhor, e que necessitamos d'Ele. 
Espero que gostem, porque esse louvor é realmente lindo, em todos os sentidos!

Que Deus vos abençoe!