sexta-feira, 5 de julho de 2013

Quando a Tempestade vem | C. H. Spurgeon



Tu me tens sido refúgio e torre forte contra o inimigo.

Salmos 61.3


Nós sabemos quem é este Refúgio. Quem poderia ser, além do segundo Adão, o Senhor dos céus, o Homem de Dores, o Filho do Homem? Que precioso lugar de refúgio Ele tem sido para o seu povo! Ele mesmo suporta toda a força do vento e, assim, protege aqueles que se escondem nEle. Deste modo, temos escapado da ira de Deus e escaparemos da ira dos homens, das inquietações desta vida e do terror da morte. Por que permanecemos ao vento, quando podemos, com segurança, fugir dele imediatamente por escondermo-nos no Senhor? Hoje corramos para Ele e fiquemos em paz.


Freqüentemente surgem os ventos habituais da provação, em sua força, e tornam-se uma tempestade, varrendo tudo à sua frente. Coisas que pareciam firmes e inabaláveis tremem com a rajada do vento; e muitas são as quedas de nossa confiança carnal. Nosso Senhor Jesus, o homem glorioso, é um refúgio que nunca pode ser derrubado. Em Cristo, nós mesmos podemos contemplar a tempestade varrendo tudo e descansar em deleitável serenidade.


Neste dia, refugiemo-nos em nosso esconderijo, as- sentemo-nos e cantemos sob a proteção de nosso Refúgio. Bendito Jesus! Bendito Jesus! Como Te amamos! E o fazemos com certeza, pois Tu és um refúgio contra a tempestade.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Evangelho morto na fonte | Josemar Bessa



Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.


João 18:37

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O Senhor fortalece os seus na hora da debilidade. C.H. Spurgeon


“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço,” Isaías 41:10
Quando somos chamados a servir e sofrer, fazemos um inventário de nossas forças, e descobrimos que são menores do que pensávamos, e mais inferiores do que necessitávamos. Porem, nosso coração não deverá se abater em nosso intimo, já que contamos com uma palavra com essa, na que podemos nos apoiar, pois garante-nos tudo aquilo que possamos necessitar. Deus tem uma força onipotente, e Ele pode comunicar-nos essa força, e promete que assim fará. Ele será o alimento para nossa alma, e a saúde de nossos corações – e , assim, Ele nos dará força. Não se pode saber quanto poder Deus colocará em um homem. Quando a fortaleza divina vêm, a debilidade humana já não é mais um obstáculo.
Não recordamos de épocas de labores e provas nas que recebemos tal fortaleza especial que nos espantamos com nós mesmo? Em meio do perigo, conservamos a calma, diante da perda se seres queridos, estivemos resignados; em frente à calúnia, possuímos domínio próprio, e na enfermidade estávamos pacientes. O fato é que Deus provê uma força inesperada quando provas inusitadas nos sobrevém. Nos levantamos por cima de nossas frágeis constituições. Os covardes fazem o papel de homens, os insensatos recebem sabedoria, e aos quietos lhes é dado no preciso instante o que haverão de falar. Minha própria debilidade faz com que eu me acovarde, porem, a promessa de Deus converte-me em valente. Senhor, fortalece-me “conforme Tu disseste.”

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A Forca – Jonathan Edwards


E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo.

Colossenses 2:15


Na obra da redenção, Cristo apareceu acima de Satanás. Embora Satanás nunca pareceu ser exaltado tão alto como ele fez na aquisição desses sofrimentos de Cristo em sua morte, Cristo lançou ali as bases para a derrubada completa do seu reino.


Ele “matou” Satanás, por assim dizer, com a sua própria arma, o Davi espiritual cortou a cabeça deste Golias com sua própria espada, e Ele triunfou sobre ele em sua cruz: " E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo." - (Colossenses 2:15).


Então, a sabedoria de Cristo apareceu gloriosamente acima da sutileza de Satanás. Satanás, a antiga serpente, usou uma grande dose de sutileza para tramar e obter a morte de Cristo. E, sem dúvida, quando ele tinha conseguido isso, ele achou que tinha obtido uma vitória completa, sendo, em seguida, ignorante do artifício de nossa redenção.


A sabedoria infinita de Cristo na ordem de todas as coisas determinou que  a sutileza e malícia de Satanás deveriam ser os próprios meios para minar totalmente o seu reino.


E assim Ele sabiamente levou-o para o poço que ele havia cavado. Então Cristo apareceu gloriosamente acima da culpa dos homens, pois Ele ofereceu um sacrifício que foi suficiente para acabar com toda a culpa de todos os remidos. Embora a culpa do homem fosse como as grandes montanhas, cujos picos são levantados para o céu, mas o Seu amor, derramo em sua morte e Seus méritos, apareceram como um poderoso dilúvio que transbordou e ultrapassou as montanhas mais altas, ou como um oceano infinito que as engoliu completamente, ou como uma imensa fonte de luz que com plenitude e redundância de sua infinito brilho jogou luz que purifica sobre os maiores pecados dos homens, tão facilmente como o sol vence toda a escuridão da noite.


Ali, no meio da escuridão da sordidez da trama diabólica, Cristo apareceu sobre a corrupção do homem, e mais do que apenas perdão, Ele comprou santidade para o principal dos pecadores. A astúcia de satanás foi a forca com a qual ele se enforcou.


Jonathan Edwards (1703-1758) – Fragmento de “Christ Exalted”