terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Reformando...

É simples, basta obedecer
Por: Renato César 


Com alguma frequência ouço crentes argumentarem em torno de como o Diabo pode atormentar a vida dos cristãos, tanto por meio de tentações como mediante seu suposto poder para causar enfermidades ou tragédias. Não satisfeitos, colocam anjos e demônios em todos os lugares e situações, por mais corriqueiras que possam ser.

É verdade que anjos existem e que Satanás pode efetivamente interferir em nossa vidas, mas é notável a necessidade que muitos têm de "sobrenaturalizar" a vida cristã, como se vivessem uma versão hollywoodiana da batalha espiritual travada nas regiões celestiais.

Dessa interpretação equivocada da natureza da vida espiritual do crente surgem dezenas de aberrações, que incluem sonhos corriqueiros com status de revelação, sinais e mais sinais divinos que indicam que decisões tomar e justificativas absurdas para os desfechos negativos da vida pessoal.

Se observamos bem, veremos que pessoas assim têm a forte tendência ao legalismo e apresentam significativa inclinação à exacerbação de seu orgulho próprio, de tal forma que é comum não assumirem a responsabilidade por seus erros e serem presunçosos a ponto de se considerarem possuidores da verdade.

Na realidade, cristãos que veem a caminhada na fé como um show de efeitos especiais tendem a se distanciar drasticamente da praticidade do dia-a-dia, como se vivessem uma realidade paralela, marcada por eventos fantásticos e, consequentemente, ilusórios. São, por assim dizer, pessoas que não são levadas a sério por indivíduos de bom senso.

Lamentavelmente, o evangelicalismo reformado brasileiro, se podemos falar nesses termos, está muito bem servido desse tipo de crente. Alguns são mais tímidos que outros, sentindo-se mais à vontade em sair do armário somente quando estão presentes em reuniões de oração “quentes”, mas camuflando-se quando diante de outros irmãos mais conservadores. Já os mais eufóricos compartilham suas experiências a fim de dar validade a seus posicionamentos e autoridade às suas palavras. Argumentar contra esse tipo de prática sempre fez de mim um incrédulo, no máximo um frio na fé, para os tais espirituais.

O que esses fãs "desses tais pastores" querem está muito além do simples obedecer a Cristo e carregar sua própria cruz, pois isso torna a vida do cristão excessivamente normal, nada muito além do cotidiano do vizinho incrédulo. Tais crentes querem sentir o mover sobrenatural do Espírito, pois o papel deste de consolador, intercessor, capacitador e orientador de nossas vidas não basta. É preciso haver palavras ininteligíveis, visões mirabolantes e respostas de oração espetaculares para autenticar a fé.

Contudo, e felizmente, Jesus não deixou muito espaço para esse tipo de pensamento. Em vez disso, o Senhor nos deu uma fórmula bastante prática para viver nossa fé: obedecê-lo (Jo 15:14). O que Jesus quer de seus seguidores não é que sejam versões cristãs dos Jedi de Guerra nas Estrelas. Ele requer de nós que priorizemos a Reino de Deus e sua justiça e que amemos ao próximo (Mt 22:36-40), que sejamos justos, humildes e mansos (Mt 5:3-6), que antes de pedirmos perdão a Deus perdoemos os que nos devem ou nos ofenderam (Mt 6:12), que repartamos o que possuímos com os mais necessitados (Mt 25:41-46), que nos arrependamos de nossos pecados (Mt 3:2) e sejamos perfeitos (Mt 5:48), para citar alguns dos tantos mandamentos que nos deixou. Simples assim!


domingo, 19 de janeiro de 2014

PRIMEIRO CULTO DO ANO!


Ontem, 18/01/14, aconteceu o primeiro encontro do ano da Juventude Cristã Evangélica no Vingt Rosado, um culto muito abençoado, com lindos louvores, uma palavra maravilhosa e muitas novidades para o ano que se inicia. E pra registrar o primeiro, de muitos, cultos de 2014, uma foto de todos que ali estiveram.. 

Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno.
1 João 2:14



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

JUCEV DE VOLTA!


Graça e paz gente!
Notícia maravilhosa: A JUCEV ESTÁ DE VOLTA! \o/
É isso aí gente, os cultos aos sábados com a nossa querida juventude está de volta com tudo dia 18/01 (sábado que vem hein?), a partir das 19:30hs, com muita oração, louvor e PALAVRA! Além de informações de várias coisas que estão sendo programadas pra Jucev esse ano! Comece a se programar e não deixe de ir!
Nos vemos lá! 
Deus abençoe a todos.




sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Jesus, o Deus que vestiu pele humana.

O apóstolo João, mais do que os outros evangelistas, falou-nos acerca da divindade de Jesus Cristo. No prólogo de seu evangelho já deu o rumo de sua obra: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). Depois de falar que esse Verbo foi o agente criador e também o doador da vida, anunciou de forma magistral: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do Unigênito do Pai” (Jo 1.14). Destacamos, portanto, aqui, quatro grandes verdades sobre o Verbo de Deus.
Em primeiro lugar, a eternidade do Verbo. “No princípio era o Verbo…” (Jo 1.1). Quando tudo teve o seu começo, o Verbo estava lá, não como alguém que passou a existir, mas como o agente de tudo o que veio à existência. O Verbo não foi causado, mas ele é causa de tudo o que existe. O Verbo não foi criado antes de todas as coisas, mas é o criador do universo no princípio (Jo 1.3). Se antes do princípio descortinava-se a eternidade e se o Verbo já existia antes do começo de tudo, o Verbo é eterno. A eternidade é um atributo exclusivo de Deus. Só Deus é eterno!
Em segundo lugar, a personalidade do Verbo. “… e o Verbo estava com Deus…” (Jo 1.1). No princípio o Verbo estava em total e perfeita comunhão com Deus. A expressão grega pros ton Theon traz a ideia que o Verbo estava face a face com Deus. Como Deus é uma pessoa e não uma energia, o Verbo é uma pessoa. O Verbo é Jesus, a segunda Pessoa da Trindade. Isso significa que antes da encarnação do Verbo, ele já existia e, isso, desde toda a eternidade e em plena comunhão com o Pai. Jesus não passou a existir depois que nasceu em Belém. Ele é o Pai da eternidade. Nas palavras do Concílio de Nicéia, ele é co-igual, co-eterno e consubstancial com o Pai.
Em terceiro lugar, a divindade do Verbo. “… e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). O Verbo não é apenas eterno e pessoal, mas, também, divino. Ele é Deus. Ele é a causa não causada. A origem de todas as coisas. O criador do universo. Ele é o verbo, ou seja, o agente criador de tudo que existe, das coisas visíveis e invisíveis. O Deus único e verdadeiro constitui-se em três Pessoas distintas, porém, iguais; da mesma essência e substância. O Verbo não é uma criatura, mas o criador. Não é um ser inferior a Deus, mas o próprio Deus. Embora, distinto de Deus Pai, é da mesma essência e substância. Ele é divino!
Em quarto lugar, a encarnação do Verbo. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14). Aqui está o sublime mistério do Natal: O eterno entrou no tempo. O transcendente tornou-se imanente. Aquele que nem o céu dos céus pode contê-lo foi enfaixado em panos e deitado numa manjedoura. Deus se fez homem, o Senhor dos senhores se fez servo. Aquele que é santo, santo, santo se fez pecado por nós e o que é exaltado acima dos querubins, assumiu o nosso lugar, como nosso fiador. Ele se fez maldição por nós e, sorveu, sozinho, o cálice amargo da ira de Deus, morrendo morte de cruz, para nos dar a vida eterna. Jesus veio nos revelar de forma eloquente o amor de Deus. Não foi sua encarnação que predispôs Deus a nos amar, mas foi o amor de Deus que abriu o caminho da encarnação. A encarnação do Verbo não é a causa da graça de Deus, mas seu glorioso resultado. Jesus veio ao mundo não para mudar o coração de Deus, mas para revelar-nos seu infinito e eterno amor. Essa é a mensagem altissonante do Natal. Esse é o núcleo bendito do Evangelho.
Rev. Hernandes Dias Lopes.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Reformando...

A Ira de Deus
Por Thomas Magnum

"Pois a ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens, que impedem a verdade pela sua injustiça." Romanos 1.18


Comumente ouvimos os pregadores da televisão falarem: “Deus é amor. Ele ama você e quer ver você feliz”. São enfáticos ao demonstrar que, independente de quem você seja, Deus o ama. É notório que muitos destes textos citados da Escritura são isolados e não mostram o outro lado da mesma moeda. Quem nunca ouviu: “Deus ama o pecador, mas odeia o pecado”? É claro que creio no amor de Deus, pois a Bíblia diz que Ele é amor, como diz em 1 João 4.8, mas a mesma Escritura que diz que Deus amou o mundo dando seu filho (João 3:16) também diz: "Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem, porém, mantém-se em desobediência ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (João 3:36). A Bíblia está dizendo aqui que Deus não odeia somente o pecado, mas também o pecador. Está nos dizendo que aquele que não tem o filho, está sob a ira de Deus. Veja o que diz o Salmo 5.5: “Os arrogantes não permanecerão na tua presença; detestas todos os que praticam a maldade.” Outra versão diz: “odeias os que praticam a maldade”.

Talvez você diga: mas não sou mau, sou uma pessoa boa. Mesmo em meio aos teus atos de justiça a Bíblia nos diz o que Deus pensa disso: "Todos nós somos como o impuro, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas maldades nos arrebatam como o vento." (Isaias 64.6). O pecado nos afasta de Deus. Nos separa de Deus. Nossa condição não nos permite nem buscar a Deus. Não há quem entenda; não há quem busque a Deus (Romanos 3.11). Sei que isso não é muito comum de se ouvir, mas lhe digo isso porque amo você. Porque desejo ardentemente que você tenha um encontro real com Cristo.

A palavra de Deus nos mostra que Deus odeia tanto o pecador como o pecado enfaticamente: “Odeias os que adoram ídolos fúteis” (Salmos 31.6). Por isso o próprio Deus providenciou nossa redenção em Jesus “pois a redenção da sua vida é caríssima, tanto que seus recursos não são suficientes” (Salmos 49). E também “sendo justificados gratuitamente pela sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3.24). Que essa maravilhosa graça se manifeste a você. Que esse evangelho seja real a você. Creia nesse sacrifício! Jesus morreu por nossos pecados.

Querido(a), isso é maravilhoso! Você pode entender isso?

Essa ira de Deus, vista até agora em tantos textos da Palavra, foi desviada de nós e direcionada a Cristo na sua morte na cruz. Foi esse o cálice que Jesus bebeu, e agora nos proporciona outro cálice: “Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do SENHOR” (Salmos 116.13) e também nos diz que: “Este cálice é a nova aliança em meu sangue, derramado em favor de vós” (Lucas 22.20). O cálice da ira de Deus foi tomado por Cristo, por isso lemos no evangelho: “Podeis beber o cálice que eu bebo, ou ser batizados com o batismo com que sou batizado?" (Marcos 10.38). No livro O verdadeiro Evangelho, do pastor Paul Washer, ele nos trás uma ilustração do que aconteceu conosco: Imagine uma represa de dez mil metros de altura e dez mil metros de largura transbordando, e você está a dez metros dela. De repente essa represa desmorona e todo aquele turbilhão de água furioso está vindo em direção a você de forma violenta e destruidora. No entanto, a dez segundos de lhe atingir, o chão se abre e engole toda aquela água. Isso foi o que Deus fez por você. Isso foi o que Deus fez por nós. Cristo levou sobre si a ira de Deus contra o pecado para nos justificar.

Termino citando um texto da epístola aos Romanos: “Porque ninguém será justificado diante dele pelas obras da lei; pois pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. Mas agora a justiça de Deus se manifestou, sem a lei, atestada pela Lei e pelos Profetas; isto é, a justiça de Deus por meio da fé em Jesus Cristo para todos os que creem; pois não há distinção. Porque todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus ofereceu como sacrifício propiciatório, por meio da fé, pelo seu sangue, para demonstração da sua justiça. Na sua paciência, Deus deixou de punir os pecados anteriormente cometidos; para demonstração da sua justiça no tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus”( Romanos 3.20-26).